Saudade de ti, pequena, quando eras um ponto renitente na minha cabeça, não me deixando ser assim, tão igual. Quando eras meu pensamento antecipado, minhas idéias vindouras, quando sabias antes de saber. Lembra?
Ah, como era bom saber de ti, pequena. Saber-te louca, arfante, cheia de sonhos, ambições, doiduras. E que bom era entregar meus pensamentos às nossas breves horas, aos nossos delicados anos. Poucos. Eu os queria sempre. Sons, letras, gostos, eles eram tão vivos quando dividia contigo as sensações.
Onde andas, pequena? Onde te escondeste, que não te acho mais? Te procuro, até te vejo, mas não te encontro. Tenho tua sombra, tua lembrança, mas não acho-te a ti, em vísceras. Pra onde te levaste? Por que pra tão longe?

2 comentários:
encontrando-te, grite
pois te ouvindo nos acharemos
Gueber
Que lindo!!!
Postar um comentário